Comer orgânicos reduz o risco de câncer
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Conheça os benefícios de colocar alimentos livre de hormônios e agrotóxicos na sua mesa. Melhorias para saúde são obtidas no curto, no médio e no longo prazos e incluem aumento do metabolismo e redução de alergias alimentares

 

Por Guaíra Flor

A saúde plena consiste em estar bem física, emocional e espiritualmente. Ciente da importâncias de olhar para esses três aspectos, de forma integrada, um grupo de médicos passou a cuidar não só do corpo, mas da mente e do bem-estar de seus pacientes. Surgiu assim a chamada Medicina Funcional, muito popular nos Estados Unidos, mas ainda pouco conhecida no Brasil.
Aqui em Brasília, um grupo de médicos começou a trabalhar dentro dessa abordagem. Dentre elas está Bruna Pitaluga Ottani, formada na Universidade de Brasília, pós-graduada em nutrologia e membro do Instituto de Medicina Funcional dos Estados Unidos. Para Bruna e seus colegas, o cuidado com a alimentação é um dos hábitos indispensáveis à obtenção de uma saúde plena.

“É preciso cuidar do que se come, porque tudo o que ingerimos vai se acumulando em nosso organismo. E aqui não falo de uma questão de estética, apenas. É preciso se alimentar bem para aumentar as chances de viver mais e melhor”, alerta a médica.

Defensora dos orgânicos, Bruna explica que esse tipo de alimento ajuda o corpo a funcionar melhor “globalmente”, otimizando o funcionamento dos sistemas hormonal e nervoso, por exemplo. Confira a íntegra da entrevista.

 

Portal Ubaia: Quais os benefícios de trocar alimentos comuns por uma versão orgânica?

Bruna Pitaluga Ottani: Já no curto prazo a alimentação orgânica melhora sintomas de alergia em algumas pessoas, o funcionamento do sistema imunológico e algumas intolerâncias alimentares. A médio prazo, o funcionamento do corpo melhora globalmente, o metabolismo usa os sais minerais e vitaminas mais abundantes desses alimentos e os sistemas endócrino e nervoso trabalham com mais facilidade. A longo prazo existe uma saúde plena, com melhora da memória, mais disposição para as atividades diárias e redução do risco de câncer.

PU: Afinal, os alimentos produzidos com agrotóxico trazem risco para a saúde ou isso é mito?

BPO: O agrotóxico nada mais é do que um veneno para matar pestes que são danosas para a agricultura. Não difere do veneno de barata ou de rato que utilizados nas residências. A diferença é que comemos o agrotóxico toda vez que ingerimos um alimento não orgânico. E quando essas substâncias entram no organismo, elas podem:

• causar dores de cabeça;
• alterar o sistema imunológico gerando alergias e coceiras;
• alterar a função dos receptores de hormônios (ex testosterona no homem);
• causar infertilidade no homem e na mulher, porque os hormônios não conseguem agir de maneira adequada;
• alterar a função do cérebro reduzindo a capacidade de pensar de forma clara o que prejudica a memória por exemplo;
• reduzir a capacidade do fígado em eliminar toxinas e, com isso, substâncias danosas que produzimos diariamente demoram mais tempo para serem expelidas;
• alterar a forma com que as células se multiplicam aumentando o risco para determinados tipos de câncer.

PU: Nem sempre as pessoas conseguem a versão orgânica de todos os alimentos que consomem. Existe uma lista de alimentos que elas não deveriam consumir de jeito nenhum, caso não sejam orgânicos?

BPO: Existe uma lista conhecida dos alimentos com mais agrotóxicos, inclusive publicada pela ANVISA. Em ordem decrescente, os dez primeiros são pimentão, morango, pepino, alface, cenoura, abacaxi, beterraba, couve, mamão e tomate.

PU: Quais outros benefícios são obtidos com o consumo de alimentos orgânicos?

BPO: O alimento orgânico é mais saudável tanto para quem consome quanto para o meio ambiente. O fato de ele ser colhido em curtos períodos de tempo, somente na estação apropriada para colheita, faz com que eles demorem muito menos para chegar à mesa do consumidor final. Com isso, quando comemos um alimento orgânico, estamos aproveitando ao máximo o seu potencial em nos fornecer sais minerais e vitaminas. Além disso, o cultivo de orgânicos respeita o meio ambiente, reduzindo a poluição dos rios, do solo e do ar. Por não utilizarem agrotóxicos, essas produções não contaminam o lençol freático, não poluem o solo e não contaminam a vizinhança — já que os pesticidas são espalhados pelo vento por quilômetros de distância.

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