10 passos simples para uma alimentação saudável
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Em parceria com a ONU e a USP, Ministério da Saúde lança um guia alimentar que apresenta  dicas para comer bem e viver cada vez melhor. Confira!

Portal Ubaia

Não é preciso comprar suplementos vitamínicos nem fazer a última dieta da moda para levar uma vida saudável. E para provar isso, a Organização Panamericana da Saúde (Opas), a Universidade de São Paulo (USP) e o Ministério da Saúde lançaram a mais nova versão do Guia Alimentar para a População Brasileira — publicação que ensina as pessoas a se alimentarem bem, sem gastar muito dinheiro, e ainda dá dicas de refeições balanceadas com ingredientes regionais.

A publicação destaca que na maioria dos países e, novamente, em particular naqueles economicamente emergentes como o Brasil, a frequência da obesidade e do diabetes vem aumentando rapidamente. De modo semelhante, evoluem outras doenças crônicas relacionadas ao consumo excessivo de calorias e à oferta desequilibrada de nutrientes na alimentação, como a hipertensão (pressão alta), doenças do coração e certos tipos de câncer. Inicialmente apresentados como doenças de pessoas com idade mais avançada, muitos desses problemas atingem agora adultos jovens e mesmo adolescentes e crianças.

Ciente desse problema,  o Guia Alimentar para  População Brasileira oferece recomendações para promover a alimentação adequada e saudável e, nessa medida, a reverter as tendências desfavoráveis de aumento da obesidade e de outras doenças
crônicas relacionadas à alimentação no país. Confira!

1. Prefira sempre alimentos in natura (veja quadro) ou minimamente processados

Em grande variedade e predominantemente de origem vegetal, alimentos in natura ou minimamente processados são a base ideal para uma alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa, culturalmente apropriada e promotora de um sistema alimentar   socialmente e ambientalmente sustentável. Variedade significa alimentos de todos os tipos – grãos, raízes, tubérculos, farinhas, legumes, verduras, frutas, castanhas, leite, ovos e carnes – e variedade dentro de cada tipo – feijão, arroz, milho, batata, mandioca, tomate, abóbora, laranja, banana, frango, peixes

2. Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades

Quando usados com moderação em preparações culinárias com base em alimentos in natura ou minimamente processados, óleos, gorduras, sal e açúcar contribuem para diversificar e tornar mais saborosa a alimentação sem torná-la nutricionalmente desbalanceada.

3. Limite o consumo de alimentos processados

Os ingredientes e métodos usados na fabricação de alimentos processados – como conservas de legumes, compota de frutas, pães e queijos – alteram de modo desfavorável a composição nutricional dos alimentos dos quais derivam. em pequenas quantidades, podem ser consumidos como ingredientes de preparações culinárias ou parte de refeições baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados.

4. Evite alimentos ultraprocessados

São aqueles riscos em sódio e conservantes, como biscoitos recheados, “salgadinhos de pacote”, refrigerantes e “macarrão instantâneo”. Por conta de sua formulação e apresentação, tendem a ser consumidos em excesso e a substituir alimentos in natura ou minimamente processados. suas formas de produção, distribuição, comercialização e consumo afetam de modo desfavorável a cultura, a vida social e o meio ambiente.

5. Coma regularmente e com atenção. Prefira alimentar-se em lugares tranquilos e limpos e na companhia de outras pessoas.

Procure fazer suas refeições em horários semelhantes todos os dias e evite “beliscar” nos intervalos entre as refeições. Coma sempre devagar e desfrute o que está comendo, sem se envolver em outra atividade. Procure comer em locais limpos, confortáveis e tranquilos e onde não haja estímulos para o consumo de quantidades ilimitadas de alimento. Sempre que possível, coma em companhia, com familiares, amigos ou colegas de trabalho ou escola. A companhia nas refeições favorece o comer com regularidade e atenção.

6. Faça suas compras em locais que tenham uma grande variedade de alimentos in natura. Quando possível, prefira os alimentos orgânicos e agroecológicos.

Prefira legumes, verduras e frutas da estação e cultivados localmente. sempre que possível, adquira alimentos orgânicos e de base agroecológica, de preferência diretamente dos produtores.

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7. Desenvolva suas habilidades culinárias. Coloque a mão na massa, aprenda e compartilhe receitas.

Se você tem habilidades culinárias, procure desenvolvê-las e partilhá-las, principalmente com crianças e jovens, sem distinção de gênero. Se você não tem habilidades culinárias – e isso vale para homens e mulheres –, procure adquiri-las. Para isso, converse com as pessoas que sabem cozinhar, peça receitas a familiares, amigos e colegas, leia livros, consulte a internet, eventualmente faça cursos e… comece a cozinhar!

8. Planeje seu tempo. Distribua as responsabilidades com a alimentação na sua casa. Comer bem é tarefa de todos.

Faça da preparação de refeições e do ato de comer momentos privilegiados de convivência e prazer. reavalie como você tem
usado o seu tempo e identifique quais atividades poderiam ceder espaço para a alimentação.

9. Ao comer fora, prefira locais que façam a comida na hora.

No dia a dia, procure locais que servem refeições feitas na hora e a preço justo. restaurantes de comida a quilo podem ser boas opções, assim como refeitórios que servem comida caseira em escolas ou no local de trabalho. evite redes de fast-food
.

10. Seja crítico. Existem muitos mitos e publicidade enganosa em torno da alimentação. Avalie as informações que chegam até você e aconselhe seus amigos e familiares a fazerem o mesmo.

Lembre-se de que a função essencial da publicidade é aumentar a venda de produtos, e não informar ou, menos ainda, educar as pessoas. avalie com crítica o que você lê, vê e ouve sobre alimentação em  propagandas comerciais e estimule outras pessoas, particularmente crianças e jovens, a fazerem o mesmo.

Quer saber mais? Baixe agora a íntegra do Guia Alimentar para a População Brasileira.

 

bg_headerEntendenda os tipos de alimentos disponíveis no mercado

Segundo a publicação do Ministério da Saúde, existem 4 categorias de alimentos, definidas de acordo com
o tipo de processamento empregado na sua produção:

parceirosA) In natura ou minimamente processados

são aqueles obtidos diretamente de plantas ou de animais (como folhas e frutos ou ovos e leite) e adquiridos para consumo sem que tenham sofrido qualquer alteração após deixarem a natureza. Já os alimentos minimamente processados são alimentos

in natura que, antes de sua aquisição, foram submetidos a alterações mínimas. Por exemplo: grãos secos, polidos e empacotados ou moídos na forma de farinhas, raízes e tubérculos lavados, cortes de carne resfriados ou congelados e leite pasteurizado.

B) Produtos extraídos de alimentos in natura ou diretamente da natureza

São usados pelas pessoas para temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias. Incluem-se aí os óleos, gorduras, açúcar e sal.

C) Produtos fabricados

São aqueles produzidos essencialmente com a adição de sal ou açúcar a um alimento in natura ou minimamente processado, como legumes em conserva, frutas em calda, queijos e pães.

D) Produtos processados

Corresponde a produtos cuja fabricação envolve diversas etapas e técnicas de processamento e vários ingredientes, muitos deles de uso exclusivamente industrial. Exemplo:  refrigerantes, biscoitos recheados, “salgadinhos de pacote” e “macarrão
instantâneo”.

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